DMC Telecom
Conectividade

DMC Telecom completa 10 anos: o que mudou na conectividade

4 min de leituraDavid Maia — DMC Holdings

2015. Telhado em Guarulhos. Rádio Ubiquiti 2.4 GHz apontando para o cliente. Um cabo de rede, um modem, um sonho técnico de fazer infraestrutura própria em uma cidade dominada por revendedores.

Onze anos depois, a DMC opera ASN próprio AS268551, três backbones Tier 1 simultâneos, anel óptico redundante em três cidades, NOC 24/7 e milhares de clientes residenciais e empresariais conectados por fibra própria. Mas a história importa porque ela explica o presente.

Era 1 — Rádio (2015-2016)

Quando "1 Mega era luxo", a internet em Guarulhos era servida em parte por rádio enlace ponto a ponto. Antena no telhado de quem podia, roteamento manual, espectro disputado, qualidade variável. A DMC entrou nesse ecossistema fazendo o básico bem feito: enlace estável, documentação técnica, suporte humano que atendia.

A lição daquela era ficou: cliente percebe diferença na atenção ao detalhe, mesmo quando a tecnologia é commodity. Foi a fundação do tom DMC.

Era 2 — EPON (2017-2019)

A fibra chegou na rua. O primeiro padrão de PON viável em escala era EPON (Ethernet Passive Optical Network). A DMC migrou cedo e começou a substituir os enlaces de rádio por fibra dedicada até a casa.

Foi o primeiro salto de capacidade. De 5-10 Mbps típicos no rádio para 50-100 Mbps em fibra. E, mais importante, baixou latência e estabilizou banda. O cliente que migrou nunca mais voltou pra rádio.

Era 3 — GPON (2020-2025)

GPON consolidou o mercado FTTH brasileiro. Capacidade por OLT subiu, custo por porta caiu, escala virou possível. A DMC investiu em backbone próprio, ASN, peering no IX.br São Paulo e o trânsito direto com Tier 1 — Level 3, NTT, Sparkle.

Foi nessa era que a operação amadureceu como ISP de verdade, não como reseller. ASN próprio significa autonomia de rota. Backbone Tier 1 direto significa qualidade de trânsito controlada. Anel óptico redundante significa que rompimento de cabo deixou de ser apagão e virou incidente gerenciado.

Quando você opera onze anos a mesma rede, conhece cada peculiaridade dela. Esse conhecimento não se compra — se acumula.

Era 4 — XGS-PON (2026 →)

XGS-PON é a evolução técnica para 10 Gbps simétricos no nível óptico. Atendendo casas com Wi-Fi 6, suportando crescimento de upload, reduzindo congestionamento por OLT. A DMC começa a operar XGS-PON em 2026 nas áreas com maior densidade — Guarulhos centro, Arujá Perobal, eixos industriais.

Não é só upgrade técnico. É a fundação para os próximos dez anos: capacidade ampliada, planos residenciais maiores sem comprometer estabilidade, link dedicado mais eficiente, futuro do streaming 4K/8K e workloads de cloud que ainda não inventaram.

O que mudou na conectividade brasileira em uma década

Em 2015, internet boa em casa era 30 Mega. Hoje, é 500 Mega ou mais. O que era luxo virou padrão. O que era reservado a empresa virou residencial. Wi-Fi de roteador ruim virou gargalo nacional. Streaming substituiu TV linear. Home office substituiu deslocamento. A demanda por upload explodiu e os provedores ainda estão se ajustando.

A DMC atravessou tudo isso operando. Não vimos de fora — construímos do dentro. Cada migração de tecnologia foi feita sem prejudicar o cliente legado. Cada cliente novo encontrou a operação pronta para o consumo da época em que chegou.

O que continua igual

Atendimento humano local. NOC próprio. Decisões técnicas sem terceirização. Documentação rigorosa. A obsessão por operar melhor que a média do mercado.

Foi assim em 2015 com um rádio no telhado. É assim em 2026 com XGS-PON e três backbones Tier 1. A tecnologia muda. A forma de operar não.

Conheça a história em detalhes em sobre a DMC Telecom.