Todo provedor promete 99,9% de uptime. Quase nenhum explica como entrega. A diferença está no que acontece entre o cabo rompido e o cliente nem perceber.
99,9% de uptime significa, na matemática, no máximo 8 horas e 46 minutos de indisponibilidade por ano. 99,99% significa 52 minutos. 99,999% — o famoso "cinco noves" — significa 5 minutos. Cada nove a mais multiplica por dez o custo de infraestrutura.
O que um número não conta
SLA de uptime é média anual. Se o seu provedor entrega 99,9% derrubando você por 8 horas seguidas em uma manhã de terça-feira durante a auditoria fiscal, o número está perfeito. O seu negócio, não.
Por isso a métrica que importa não é o número absoluto, mas a engenharia que sustenta o número. Operadora séria não te promete uptime — te explica a arquitetura.
Camada 1 — Backbone redundante
Na DMC operamos com três trânsitos Tier 1 simultâneos: Level 3/Cirion, NTT America e Telecom Italia Sparkle. Não é redundância de marketing — é BGP rodando ao vivo, sessões ativas com cada um, peso de rota balanceado. Se a NTT cai, o tráfego já estava passando pelos outros dois antes do alarme tocar.
Operadora que tem só um upstream tem ponto único de falha por contrato. Não há SLA que te proteja disso quando o provedor do provedor cai.
Camada 2 — Anel óptico
Os pontos de presença da DMC em Guarulhos, Arujá e Itaquaquecetuba são interligados em topologia de anel. Cada POP recebe fibra por dois caminhos físicos diferentes. Se uma escavadeira rompe um trecho — e isso acontece —, o tráfego flui pelo sentido oposto enquanto a equipe de campo é despachada.
Ponto único de falha é dívida técnica acumulada. Cada um deles custa caro quando vence.
Camada 3 — Failover automático
Redundância não vale nada sem chaveamento automático. Os roteadores de borda da DMC executam BGP com hold-timer ajustado para detectar perda de sessão em segundos, não em minutos. Quando uma rota some, a próxima entra antes do primeiro pacote ser perdido na maioria dos casos.
Isso requer engenharia que poucos provedores investem em configurar — e ainda menos investem em testar regularmente. Na DMC, simulamos rompimento de upstream em janela de manutenção controlada. Se o failover não responde dentro do threshold, é incidente — mesmo sem ninguém ter percebido.
Camada 4 — Monitoramento ativo
99,9% só é defendível se você sabe medir. O NOC da DMC opera 24/7 e cada elemento da rede emite métricas em tempo real. Threshold cruzado, alerta dispara, procedimento começa. Detalhamos como isso funciona em o que é NOC.
Sem NOC próprio, o provedor sequer sabe quando o uptime caiu. E você só descobre depois do prejuízo.
Para sua empresa
O que você compra com SLA de uptime real não é a expectativa do problema não acontecer — é a garantia de que, quando ele acontecer, alguém já está agindo. SLA documentado, NOC próprio, rotas redundantes, anel óptico. Tudo isso somado é o que sustenta o número que aparece no contrato.
Para link dedicado empresarial, a DMC entrega SLA ANATEL regulamentado de 4 horas. Para internet empresarial, 12 horas. Não são limites estatísticos — são compromissos contratuais com multa cumulativa em caso de descumprimento.
Operação séria mede o que entrega. E entrega o que mediu.
